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Desassorear RS avança em São Leopoldo com ações para ampliar vazão de arroios e reduzir riscos de alagamentos

Intervenções nos arroios João Corrêa e Kruse reforçam a prevenção a enchentes e integram esforço de reconstrução após as cheias

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Em 12 meses de execução, o Desassorear RS já retirou mais de 3,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos em todo o Estado. - Foto: Tanara Oliveira - Ascom Sedur

O Programa de Desassoreamento do Rio Grande do Sul (Desassorear RS) segue avançando em São Leopoldo, com frentes de trabalho ativas no Arroio João Corrêa, nas proximidades da Casa de Bombas, e serviços já concluídos no Arroio Kruse. As intervenções integram as ações do governo do Estado para ampliar a vazão dos cursos d’água e reduzir os riscos de alagamentos, especialmente em municípios atingidos pelas enchentes de 2024. 

O Desassorear RS é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur) e já ultrapassa 3,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos removidos em todo o Estado.  

De acordo com o secretário de Obras e Mobilidade Urbana de São Leopoldo, Rogel Corrêa, a obra no Arroio João Corrêa é fundamental para a cidade. “A região sofreu muito em 2024. O desassoreamento vai dar mais fluxo dentro do arroio, principalmente ajudando a Casa de Bombas. É um trabalho muito forte do governo do Estado junto com a Prefeitura de São Leopoldo para limpar o arroio, até porque daqui dois ou três meses começa o tempo chuvoso e essa limpeza será muito importante”, avalia. 

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O programa possui frentes de trabalho ativas no Arroio João Corrêa e serviços já concluídos no Arroio Kruse. - Foto: Tanara Oliveira - Ascom Sedur

O engenheiro civil de Obras e Mobilidade Urbana, Nilson Karam, destaca a importância da remoção do material para a melhoria da qualidade de vida da população. “A gente nota que tem saído muita terra, muita areia acumulada da própria enchente aqui no arroio. A comunidade da Vicentina aqui ao lado será diretamente beneficiada com o desassoreamento, para que as águas pluviais da Vicentina entrem mais rapidamente no canal, diminuindo o impacto de alagamento dentro do bairro. O trabalho diminui também a sujeira nas Casas de Bombas, porque o lixo dificulta a ligação das bombas, é um problema sério. O desassoreamento nos alivia bastante de tudo isso”, afirma.  

Em 12 meses de execução, o Desassorear RS retirou de rios, arroios e cursos d’água de todo o Estado o volume equivalente a quase 300 mil caminhões basculantes, considerando veículos com capacidade média de 12 metros cúbicos.   A iniciativa marca o posicionamento do governo do Estado diante da nova realidade climática.  

Segundo o secretário interino de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Fernando Classmann, o Desassorear RS representa o compromisso do Estado com os municípios, na reconstrução do que foi perdido e na prevenção a novos prejuízos, com foco na proteção das pessoas. “É uma ação estruturante, que melhora a vazão dos cursos d’água e reduz riscos de alagamentos, protegendo vidas, patrimônio e a infraestrutura urbana. Diariamente recebemos prefeitos na Sedur, que nos trazem relatos do sucesso do Desassorear RS em suas comunidades”, disse.

Com investimento total de R$ 300 milhões, viabilizado por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), o Desassorear RS integra o Plano Rio Grande, programa de Estado liderado pelo governador Eduardo Leite, voltado à reconstrução do Rio Grande do Sul e ao fortalecimento da resiliência das cidades diante das mudanças climáticas. 

 

Texto: Brígida Sofia - Ascom Sedur

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